domingo, 6 de junho de 2010

Minha criança *.*

Hoje apetece-me simplesmente falar de ti, de como me transformas sempre que estas por perto.

Vi-te nascer, tão pequenina que nem sei como sobreviveste; fui das primeiras pessoas a pegar-te e tu, como sempre, surpreendeste-me com um dos teus frequentes ataques de gritaria. Começas-te a crescer e vi tanto de mim em ti, vi tanto dos meus sentimentos e ideologias.

Começaste por ser diferente em tudo! Chamaste me tantas vezes para ver a tua “menina do espelho” e como tu brincavas com ela, horas e horas e te interrogavas porque é que ela estava sempre lá quando aparecias, de como é que ela se poderia vestir da mesma forma que tu todos os dias. Ai a tua inocência…

Foste para a escola e não é que gostaste tanto que nunca querias voltar para casa. A forma como te comovias quando vias alguém com menos possibilidades como tu.. Tão pequenina e já tão humana, como é possível?

A primeira vez que sentiste a minha falta e gritas-te “a minha nána, eu quero-a”, não imaginas como me senti. A primeira vez que sentiste que te poderia fugir e o quanto choraste e imploraste para não o fazer, jurando que farias tudo que eu quisesse “juro juradinho”.

O teu sorriso contagia-me, fazes-me ser criança e como eu adoro sentir-me assim!

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