quarta-feira, 17 de novembro de 2010

02Dezembro2007

Nunca consegui referir-me a ti como se cá já não estivesses, como se não fizesses parte do meu dia-a-dia, como se tivesses desaparecido por completo da minha vida. O corpo desaparece mas a presença mantém-se.
 Está prestes a fazer três anos e a dor não diminui. Tinha esperança que um dia esta ferida cicatrizasse e no lugar dela ficasse apenas lembranças e saudade...mas não! Teima em doer cada vez mais, como se tivesse vontade própria. E as lágrimas, essas nunca secaram. Mas sabes, prefiro ter esta dor comigo e que as lágrimas não sequem, pois caso isso aconteça tenho medo de te ter esquecido.
 Sei de cor tudo aquilo que ao longo da vida me foste ensinando, todas as histórias que me foste contando e sabes, acho que as vou contar sempre a quem me é realmente importante.
 Eu que sou tão má com recordações, ainda hoje me lembro de tudo que me disseste naquele que foi o teu último dia..palavra por palavra, vírgula por vírgula. Como é possível adormecer ouvindo te falar, rir e, depois, acordar e já não te ter? Acordar com aquele terrível silencio que deixas-te!
 Tudo aquilo que me deste são pedaços de vida que comigo partilhaste e esses são os bocadinhos mais preciosos que guardo na minha manta de retalhos.
 Por vezes, tento entender o rumo que a vida nos faz tomar e , sinceramente, revolto-me como tudo aquilo que me fez, com tudo aquilo que me tirou..

"Mesmo que a vida mude os nossos sentidos, e o mundo nos leve para longe de nós, eu vou guardar cada lugar teu ancorado a cada lugar meu" - Sempre 

02 Dezembro 2007

2 comentários:

  1. seria apenas mais facil de bocados , pedaços ou coisa parecida . amo-te <3

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  2. Gostei...

    Aproveito para deixar o endereço do meu blog http://viagemsemretorno.blogspot.com/

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