quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

M.

Hoje escrevo-te por descargo de consciência, por a sentir demasiado pesada e, ao mesmo tempo, o coração ferido.
Já me curaste muitas feridas, como eu penso já o ter feito em relação a ti. E da mesma forma que temos (ou tinha-mos ) a capacidade de nos lermos mutuamente, também temos a capacidade de nos ferirmos e de abrir fendas entre nós. Esperamos muito, mais do que seria aceitável.
Mas sabes M. os seres humanos de tão racionais procurarem ser acabam sempre por cometer erros, por ferir, afastar aqueles que os levantam todos os dias.
Há pessoas que não precisam de ser regadas diariamente, que não precisam sentir sempre aquela presença; outras precisam ser regadas dias após dias, ser acarinhadas. Há relações que se mantêm fortes mesmo com a distância, outras simplesmente morrem.
Sei que constrois muito bem o teu castelo só, no entanto eu sei que esperas mais de mim. Dizes-te auto-suficiente, mas queres saber, eu não acredito nisso porque sei te de cor (ou sabia)..

3 comentários:

  1. Gostei...

    Aproveito para deixar o endereço do meu blog http://viagemsemretorno.blogspot.com/

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  2. Obrigada :)( desculpa só agradecer depois destes meses, mas só agora é que fui de novo ao blog)
    Adorei Adriiana *-*
    beijinhos*

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  3. e eu vou aí minha ! só ainda não tive tempo -.- depois deste fim-de-semana eu digo-te alguma coisa , tim?

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